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Parede de Escalada

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Parede de Escalada

Mensagem por Poseidon em Dom Ago 21, 2011 7:33 pm

Numa região do acampamento há uma parede de escalada com em média cinco metros de altura, com pequenas frestas na rocha, onde os campistas colocam suas mãos e pés para escalar. Lava e pedras incandescentes costumam cair do topo da parede, como uma desafio amais, para os campistas mais experientes. A parede é muito utilizada em atividades, dando ao primeiro que chegar ao topo, prêmios em Dracmas, itens e xp.

Regras:


- Só se pode postar a cada três dias.
- No mínimo dez linhas, quanto mais explicado, mais recompensas.
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Poseidon
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Ryan Howard Williams em Sab Fev 02, 2013 2:33 pm



Parede de Escalada ♛
On Camp



A atividade mais perigosa do acampamento era a parede de escalada. Estava tão ocupado em outras atividades que nunca pensara em tentar este grande desafio. Fora informado de que existia lava, por isso me amedrontara. Mesmo assim, deveria tentar pelo menos uma vez. Com esse espírito, segui em direção ao local. Me vi embaixo de uma grande parede emergindo do solo, de cerca de cinco metros de altura. Então ouvi alguns barulhos e, olhando para trás, percebi a presença do monitor.

▬ Desculpe, não queria incomodá-lo. ▬ disse.
▬ Não me incomodou. Quer ajuda? ▬ ele disse.
▬ Claro, se possível. ▬ aceitei.

Então ele me perguntou qual nível eu desejava, e escolhi o nível fácil. Me ajudou a colocar os equipamentos, de modo que estava parecendo um bungee jumper. Então comecei a escalar. Segurei uma pedra firme, e então puis meu pé em outra, e comecei a subir. Deslizei meu pé sem querer para longe demais, atingindo uma pedra que não estava muito firme, fazendo meu pé escorregar e a tal pedra cair. Quase caio.

Enfim, consegui me equilibrar e tomar controle da situação. Estava à um metro e meio do chão, subira alguma parte finalmente. Então começaram as armadilhas. Identifiquei alguns empecilhos nas pedras, teria de removê-los antes de tocá-las e segurá-las. Então uma coluna de lava começou a descer. Senti o calor do líquido incandescente. Logo me movi para a esquerda, não sendo atingido pela lava por pouco, mas os pelos do meu braço direito ficaram chamuscados.

Continuei a subida. Rapidamente deslizei meu braço para a direita, escapando de uma flecha de prata. Foram segundos de reflexo que quase me custaram a vida. Simplesmente olhei para trás e então percebi que havia outra parede oposta a que eu estava escalando. Ela estava se movendo vagarosamente enquanto eu escalava e, lançando adagas e flechas. Se eu demorasse, seria esmagado como uma torta.

Comecei a me concentrar continuamente. Primeiro testava se a pedra estava firme, e então depois a segurava. Quando uma coluna de lava começava a descer, eu me movia para o lado, para não ser acertado, de modo que me mantive ileso por algum tempo. Continuei cada vez mais até manter a agilidade e então me dei conta que estava à três metros do solo, só mais dois metros e eu estaria livre. O problema é que a parede, de acordo com os meus cálculos, iria se impactar comigo dentro de 1 minuto.

Rapidamente me aproveitei de uma pedra firme que estava abaixo dos meus pés e me impulsionei, poupando segundos. Logo após ouvi a voz do monitor ▬ Mais rápido! ▬ mas eu não conseguia. Eis que de um súbito movimento consegui agarrar uma das pedras que estavam no topo, mas senti uma flecha atravessar a parte superior do meu ombro, deixando um corte superficial. Me distraí com o sangue, perdendo tempo demais.

Quando comecei a sentir a outra parede se aproximando, saltei. Senti o ar me balançar, então me agarrei ao topo da parede antes que as mesmas chocassem. Me ergui e, quando fiquei de pé, vi que havia escapado por uma fração de segundos. Comuniquei ao monitor que estava machucado então fui em direção à enfermaria. Aquilo sim era um desafio perigoso, mas agora já havia passado do nível fácil.


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Ryan Howard Williams
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Nêmesis em Sab Fev 02, 2013 2:41 pm

Ryan Howard Williams.

Ganhos:

+45 xp.

- Habilidade Extra em Escalada [Leigo, 2 Estrela]

Perdas:

-25 de energia.

Esperando atualização.

Atualizado por Perséfone.

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Nêmesis
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Katherine Owen McKnight em Dom Mar 23, 2014 3:47 pm




the queen of skies,
not everything is as you want it to be, sometimes when it gets tricky.

Eu já estava no acampamento meio sangue há pouco tempo e nunca havia experimentado a parede de escalada, na verdade, desde que havia chego, não tinha feito absolutamente nada, a não ser sentar e observar os campos de morango, já que de certa forma, sentia medo de morrer em alguma missão antes de saber quem era realmente meu pai olimpiano. Pela primeira vez desde que eu chegara ao acampamento meio sangue, eu havia saído do chalé de Zeus sem armas e usava uma roupa o mais leve possível, já que eu precisaria de agilidade na parede. Estava vestindo uma calça de ginastica preta que ficava um pouco apertada e uma blusa do tom azul céu sem mangas, nos pés um all star velho camuflado e um rabo de cavalo bem feito na cabeça. Enquanto seguia em direção à parede de escalada, observei o acampamento, de fato, apesar de sempre me sentir presa naquele lugar, considerava-o de certa forma agradável, por causa de sua aparência e tranquilidade, ao menos até certo ponto, já que os filhos de Ares costumavam arranjar encrenca a cada cinco minutos. Pela primeira vez estava diante da parede de escalada, e a impressão que ela me passou não foi exatamente muito legal, eu podia ver uma filha de Ares quase no topo enquanto se protegia de lava e pedras enormes que pareciam descer de algum lugar da parte de cima, quando ela finalmente atingiu o topo a parede pareceu parar de tentar derruba-la e vi um sorriso cansado em seu rosto. "Duvido que seja assim tão fácil", pensei olhando a garota passar com um sorriso vitorioso. "Talvez filhos de Zeus também saibam escalar." prossegui com a linha de raciocínio enquanto criava coragem.

Quando finalmente decidi ir, percebi que não existia apenas um nível de dificuldade e sim vários, apesar de saber que tentaria no modo um meu coração já começava a acelerar e minhas mãos começavam a gelar e soar, mas sabia que não devia desistir, afinal, muitos campistas me olhavam curiosos na expectativa de que eu levasse um belo tombo e parasse na enfermaria, não pretendia dar o gostinho a eles de me ferir e muito menos de desistir, por esse motivo caminhei até a parte mais baixa da parede, apesar de todo o equipamento disponível, não me sentia totalmente segura, apesar de não ter problemas com altura, aquilo de fato parecia muito mais traiçoeiro do que eu imaginava, e não pretendia estar por perto quando algo de ruim acontecesse. Um dos instrutores caminhou até mim dando recomendações do que devia fazer e do que não devia fazer, incluindo me desesperar e soltar as mãos. "Claro, como se eu fosse uma doente mental e pensasse sequer em largar meu apoio" foi o que pensei quando ele se afastou. A subida apesar de ser sem obstáculos não foi lá um mar de rosas, pelo contrário, as pedras de apoio eram um pouco lisas e minhas mãos úmidas não contribuíam em nada para minha segurança. Cheguei a escorregar umas cinco vezes enquanto ouvia pequenos risinhos vindo de alguns campistas que me observavam, mas claro, fingi não me importar e continuei escalando com toda tranquilidade do mundo, você sabe, um pé de cada vez, e voltando quando não conseguia alcançar a pedra seguinte. Quando já estava na metade da escalada comecei a achar que havia pego o jeito, fazendo-me cometer um erro que quase acarretou em minha queda de aproximadamente oito metros de altura. Alguns dos apoios que eu utilizava para me segurar era um pouco mais ingrime do que esperava, fazendo-me escorregar alguns passos e xingar todos os deuses possíveis. "Era só o que me faltava", suspirei enquanto sentia as mãos doerem por causa da força que fazia.

"Odeio essa porcaria de acampamento!" pensei em gritar para que todos me ouvissem. "Malditos, parem de me olhar, não tem nada para vocês verem aqui" suspirei ao sentir alguns olhares sobre mim. "Calma Katherine, você consegue, é fácil" tentei me acalmar mentalmente ao segurar em outro apoio que parecia ainda mais ingrime que o anterior. "Continue subindo, apenas continue subindo", era o que minha mente dizia a cada vez que sentia minhas mãos fraquejarem ou doerem de alguma forma perigosa. Aquilo me deixava maluca e não havia nada que eu pudesse fazer, ou subia e sofria mais um pouco, ou desistia e sofria gozações dos espertinhos que me observavam. Optei por continuar tentando, apoiando-me em lugares quase impossíveis, mas não desistiria de forma alguma. Finalmente depois de muitas tentativas, senti minha mão segurar no que parecia ser um botão que desativava toda e qualquer reação que poderia acontecer ali, senti olhares satisfeitos junto com olhares não tão satisfeitos assim, sentia vontade de chorar, em partes por causa da dor, e em partes porque tudo que queria era ser reconhecida, coisa que sentia nunca ter sido. Desci todo o trajeto enquanto sentia pontadas de dor por todo o corpo, assim que finalmente cheguei no chão olhei para os campistas ao meu redor e fiz exatamente o que costumava fazer no colégio, empinei minha cabeça e sai em direção a enfermaria, com o cabelo bagunçado, as mãos doloridas e o corpo completamente cansado, mas sem deixar demonstrar nem sequer uma emoção referente a isso. Apenas segui meu caminho, como vinha fazendo a anos e continuaria fazendo até que finalmente me enxergassem e não apenas me olhassem.



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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Perséfone em Dom Mar 23, 2014 4:56 pm

Gramática: 23         Coesão: 23         Desenvolvimento do treino: 45
Total de xp: 91.
Perdas: 15 de energia, 5HP e pequenos arranhões nas mãos.
Justificativa: Foi um ótimo post, mas acho que poderia ter narrado mais a parte da escalada e ter dado mais emoção a ela. Encontrei alguns erros ortográficos que poderia ter sido arrumados em um bom corretor ortográfico, mas nada muito gritante.
Atualizado.

••••••••••••

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Veronika A. Robers em Sex Abr 11, 2014 4:40 pm


 Pedras

do

Mal!

"Eu vou jogar uma moeda. Se der cara eu ganho, se der coroa você perde..." - Salsicha

 ㅤㅤㅤㅤEra uma fria e agradável manhã quando deixei o Pavilhão do Refeitório, aparentemente Apolo havia decidido esconder-se atrás das nubladas nuvens fazendo com que eu me sentisse confortável com o clima que se instalara naquele desconhecido lugar. Sinceramente a minha vontade era voltar para a Itália, reencontrar Angelica e fingir que nada daquela loucura toda havia acontecido. Funguei afastando as devastadores e desconexas lembranças de minha mente e segui até o complexo onde se localizava a Parede de Escalada, o interessante desta era que não era uma simples parede com pequenas pedras pelas quais você escalava, como as que você está familiarizado.

 ㅤㅤㅤㅤAs paredes de escalada do Acampamento Meio-Sangue tinham diferentes níveis de dificuldade com diferentes desafios. Alguns deles envolviam lava o que me desencorajava à prática, porém eu estava com uma estranha "inspiração" aquela manhã. Em passos lentos no agradável frio que fazia alguns campistas permanecerem na cama. "Idiotas", pensei, afinal eles estavam perdendo o prazer de aproveitar uma bela e fria manhã. Caminhei até a área de treinos onde fui recebida por um campista mais velho que monitorava o local.

 ㅤㅤㅤㅤApós entrar, comecei a avaliar minhas opções e optei por uma parede rochosa da qual despencava grandes rochas e pedras, como em uma montanha. Era considerada "fácil", o que era ideal para mim que estava treinando pela primeira vez. Após trajar o equipamento devido e colocar um pirulito na minha boca (Sim, eu sou viciada em doces), segui para a parede. Analisei-a por alguns instantes antes de finalmente começar a escalar, a fim de bolar algum tipo de estratégia de escalar evitando as rochas (e me machucar também).

 ㅤㅤㅤㅤSem mais delongas, segurei em duas rochas e comecei a escalar. Primeiramente parecia não haver problema algum. As pedras onde eu me segurava e pisava estavam próximas de mim e assim consegui subir cerca de dez metros. Após essa altura, as pedras começaram ficar cada vez mais distantes e inacessíveis, devo ressaltar. Eu precisava me esticar para alcança-las, o que não era confortável pelo fato de ser "baixinha". Até ali tudo bem, até.

 ㅤㅤㅤㅤO esforço era necessário porém não incomodava muito. Só fui acordar pra vida mesmo quando comecei a ouvir um barulho vindo do topo da parede. Instintivamente, olhei para cima e encontrei uma rocha, não muito grande, despencando em minha direção. Para não ser atingida, fui obrigada a pular para outra pedra e me agarrar, o que não foi a melhor coisa que fiz na vida. Por ser "lerda" e um pouco desajeitada, meu maior medo era não conseguir me segurar com a mão suada e despencar dali, porém isso não iria acontecer se eu prestasse atenção no que estava fazendo. "É por isso que dizem que isso treina os reflexos", pensei comigo mesma, embora eu não deveria estar pensando. Outra rocha vinha em minha direção e fui forçada a voltar para a pedra em que estava antes, o que estava me fazendo não sair do lugar. Em meio a confusão acabei por perder meu pirulito que escapou de minha boca.

 ㅤㅤㅤㅤGrunhi irritada por não ter mais meu doce e cheguei à conclusão que continuaria ali, sem sair das mesmas pedras se continuasse naquele ritmo. Outra rocha despencava e eu voltei para a pedra da qual havia acabado de sair, porém não parei ali. Pisar ali já me deu impulso para partir para outra mais alta, e outra mais alta ainda. Esse esforço além de me deixar com falta de ar, fez com que as rochas também despencassem mais rápido. A cada vez que uma rocha caia, eu pulava para outra pedra e me encolhia até a rocha passar por mim. Com o tempo passei  a sentir falta do gosto adocicado do pirulito em minha boca, o que me deixava levemente irritada e desconcentrada. Mas aquilo era um caso de vida ou morte e caso eu não prestasse atenção poderia ferir-me gravemente.

 ㅤㅤㅤㅤCom muito esforço e força de vontade, consegui chegar até mais do que na metade da parede, com alguns arranhões aqui e ali, até que uma rocha veio e a pedra seguinte estava longe demais. Não deu em outra. A rocha veio com tudo em minha direção, me acertando na cabeça, fazendo com que eu despencasse. Quando abri os olhos estava em uma maca, na enfermaria com pessoas me perguntando se eu estava bem enquanto eu procurava por algum doce.


INTERAGINDO COM PESSOAS| HUMOR VARIÁVEL| NOTAS: PEDRAS DO MAL!    

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Zeus em Sex Abr 11, 2014 5:15 pm

Gramática: 25        Coesão: 22       Desenvolvimento do treino: 45
Total de xp: 92.
Perdas: 10 de energia, 5HP.
Justificativa: Eu adorei seu post, sua gramática foi perfeita. Na parte das pedras ficou um pouquinho confuso. Dava para ter desenvolvido um pouco mais. Mesmo assim, foi muito bom. Parabéns.
Atualizado.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Willyan Owen McKnight em Dom Maio 04, 2014 4:22 pm


I jump from an incandescent wall five feet!

When you fall, I'll take your hand, raise you up again and cut off his head. In the end I'll be with my manic smile.
Will you trust me?


Eu estava deitado na minha cama, como de costume usando o celular, quando escuto alguém batendo na porta do meu chalé. Eu me levantei sem entender o por que de alguém bater na minha porta as três da tarde. Quando abri a porta do meu chalé havia um bilhete me lembrando de que eu marquei um treino na parede de escalada. Eu deveria estar atrasado, então troquei de roupa rapidamente, coloquei um short e uma camisa larga, facilitando os movimentos. Deixei o resto dos meus pertences (Exceto minhas luvas de escalada) e me dirigi para a escalada, o sol estava escaldante e eu pude avistar muitos campistas pelo decorrer do caminho, eu estava muito alegre com a oportunidade de treino, então me apressei. Quando cheguei ao meu destino pude observar que o local estava vazio, como de costume eu peguei o equipamento que carreguei comigo e me deparei com a parede. Ela propriamente dita tinha cinco metros, era feia de uma pedra escura e tinha magma brotando aqui e ali, além é claro, das milhares de rachaduras que serviriam de apoio para os pés e mãos.

Ao me aproximar eu pude ver os mais diversos tipos de dificuldade, com a altura regulável, por ser meu primeiro treino deixei a altura base (5 metros) e a dificuldade básica (Sem magma, mas com pedras caindo regularmente). Eu encarei a parede, me concentrei e coloquei a mão na primeira das rachaduras, o pé eu coloquei em uma das mais baixas, com movimentos rápidos estiquei a mão em uma das rachaduras mais altas e fiz força em direção a ela trocando o pé direito de uma rachadura por uma mais acima, apliquei essa força com o pé esquerdo em outra rachadura (Dessa forma eu já estava acima do chão), em seguida fiz o mesmo tipo de movimento, só que mudando a mão inicial para a esquerda, quando eu coloquei a mão na rachadura pude sentir uma espécie de gatilho, algo como um botão, se eu não segurasse com firmeza na rachadura eu iria cair, então á apertei mesmo sem saber o que aconteceria, eu ouvi um gatilho sendo apertado. Eu olhei para cima a espera de algo e não fiquei muito surpreso quando eu vi cair uma pedra do topo da parede, ela tinha o tamanho de uma bola de basquete e cai tão rápida que eu tive os reflexos lentos, em uma reação atrasada eu tentei pular para a esquerda da parede onde eu vi rachaduras nas alturas parecidas na qual eu estava. Por azar meu pulo não foi muito certeiro e eu só firmei o lado esquerdo do corpo na parede, numa tentativa louca de não cair eu estiquei a mão para a rachadura mais próxima, esquecendo completamente a pedra. Somente quando estava quase segurando a rachadura que eu me deparei com a pedra, ela por azar estava na linha do meu braço direito, sem que eu me desse conta ela acertou o mesmo, fazendo com que eu me soltasse e caísse no chão.

A queda foi de aproximadamente dois metros e meio. Quando me levantei outra vez do chão notei alguns raladas e o braço sangrando. a pedra havia caído pouco depois de mim, levantando poeira na terra batida que ali havia. Eu fiquei muito frustrado, consequentemente soquei a parede com toda força que eu tinha. E a resposta da parede não poderia ser mais clara, outra vez em minha direção estavam caindo três pedras, dessa vez ainda mais rápida. Eu desviei rapidamente das pedras, elas caíram com um estrondo no chão e como de costume levantaram sujeira, poeira e terra. Eu olhei para o ferimento no meu braço, não era grande coisa mas poderia ficar sério se outra coisa parecida acontecesse no local, então para evitar outros transtornos eu tirei minha camiseta, deixando meu peito amostra, e rasguei a camiseta, dividindo o tecido em dois, e coloquei o tecido sobre o ferimento, o que sobrara da minha camisa velha do acampamento eu fiz uma de faixa que eu usei na cintura, resolvi deixar o resto do tecido comigo para o caso de necessitar com outros ferimentos. Feito isso eu subi em cima de uma das pedras e comecei a escalar novamente, fazendo uma sequencia simples, pé direito, mão esquerda, pé esquerdo, mão direita. Eu mudei a sequencia algumas vezes e dessa forma eu subi até os 3 metros e meio, quando por muito azar encontrei outro botão, dessa vez eu tentei evita-lo, eu estiquei a mão para uma rachadura mais distante e quase consegui. Quando eu coloquei a mão na rachadura a minha esquerda ela se abriu e eu perdi o equilibro, enquanto caía não tive outra opção se não segurar com uma das mão naquele botão. Rapidamente encontrei os outros apoios (Rachaduras) e me preparei para a "pedra de basquete", o único problema é que a pedra era duas vezes maior que a outra e para desviar eu ia precisar de um salto a longa distancia, o que para um novato no ramo era quase impossível. Eu tive a grande ideia de pular para cima, isso quase deu certo, quando a pedra estivesse próxima, quase tudo deu certo, eu dei um impulso para cima esperando ajuda dos céus e quando eu voltei para a parede a pedra já estava entra minhas pernas, porém como eu não encontrei o apoio de uma rachadura na minha altura eu tive que retroceder um pouco mais. Dessa forma a pedra acertou em cheio meu pé direito, em um momento de reação eu soltei uma das mãos. Nesse momento a rachadura que segurava meu pé esquerdo quebrou e eu estava me segurando por uma das mãos, a machucada. Eu soube que estava quase no topo, aproximadamente um metro de distancia, e que se não fizesse nada iria cair e me machucar muito. Eu me concentrei e fiz toda a força com a mão, que voltou a sangrar, e gritando eu consegui encontrar apoio para a perna, em sequencia para outra e por fim para as duas mãos, eu continuei subindo até a ultima das rachaduras. É claro que a ultima teria uma pedra, a pedra era do tamanho de três bolas de basquete. Ela estava na mira do meu cranio e eu reagi de forma louca, quando ela estava muito próxima de mim eu usei a mão boa para soca-la, eu soquei com toda força que me restava e a pedra rachou e duas. Meu braço sangrava, mas não adiantaria de nada se eu não subisse no topo da parede. Eu me encolhi inteiro quando as outras duas poções de pedra passavam ao meu lado, rapando no meu braço. Depois disso eu consegui subir no topo, sentei-me e observei o vale, eu pela primeira vez no dia fiquei animado. Então os ferimentos me lembraram de que eu tinha que descer, assim eu o fiz. Já no chão e com os braços descansados eu fui diretamente para enfermaria.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Ares em Dom Maio 04, 2014 4:47 pm


Gramática: 15        Coesão: 15       Desenvolvimento do treino: 35
Total de xp: 65
Perdas: 15 de Energia e 15 de HP

Justificativa: Sempre releia os posts, pelo menos três vezes. Por causa da gramática e coesão o desenvolvimento foi afetado, assim como a recompensa.
Encontrei vários erros de concordância que fizeram ficar um tantinho cansativo, mas algo que deve sempre continuar é nas descrições incríveis dos movimentos.
Houve também um complexo de "eus", evite-os. Coisas mais relevantes como citações estranhas (como uma pedra mira?) e sempre coloque os poderes que utilizou no treino em spoiler para facilitar.

Aguardando a atualização.
Atualizado por Afrodite.
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Becky H. Jötten em Dom Maio 04, 2014 8:35 pm


team
Wait 'til you’re announced We’ve not yet lost all our graces
The hounds will stay in chains Look upon Your Greatness and she'll send the call out
We live in cities you'll never see on screen Not very pretty, but we sure know how to run things Living in ruins of a palace within my dreams And you know, we're on each other's team


   
   
   



Becky grunhiu e rolou em sua cama pelo que pareceu ser a sexta ou sétima vez, repousando agora com sua barriga voltada para o teto, e o braço direito preguiçosamente cobrindo os olhos. Já dormira diversas vezes em locais desconfortáveis antes, no entanto, este era de longe o pior deles, nunca vira coisa pior do que o chalé de Hermes. Via todos os dias com clareza, crianças e adolescentes desconhecidos deitavam espalhados pelo chão junto a seus respectivos pertences, se é que possuíam algum; apenas a inclinação parcial de sua cabeça fazia com ela tivesse visão privilegiada de tal cena, o que a deixava enjoada. Sentou-se vagarosamente, relembrando momentos felizes de seu passado em sua cidade Hesse, sua família, e amigos; sentiu o coração apertar ligeiramente, passando a mão pelos cabelos quando percebeu que acordara de mau humor.

☓ ☓ ☓

Saiu do chalé vestindo sua roupa usual, a blusa preta surrada, rasgada e cheia de manchas brancas que sempre usava quando estava em casa nos finais de semana; uma bermuda que se aproximava do joelho, feita de um tecido macio, e larga o suficiente para não atrapalhar seus movimentos; seus tênis de uma marca qualquer, diversas pulseiras em seus antebraços e colares que caiam não muito acima dos seios; por algum motivo, Becky fez questão de levar o pingente de anel que constituía agora apenas uma lembrança de seu passado recete, pondo-o em seu colar. Estava pronta para explorar enfim o acampamento, como sugeriram, local que a garota carinhosamente apelidou de "prisão domiciliar".

Nunca em sua curta vida se sentiu tão presa quanto agora, confusa e perdida em suas próprias questões. Fora uma mudança muito brusca, e Becky se encontrava em uma situação totalmente desconhecida, em um ambiente hostil, e sem ideia alguma de como agir; isto é o que a deixava mais irritada, devia ser cautelosa no momento já que o estado em que se encontrava não a permitia agir livremente como antes. Becky sentia saudades de sua autonomia, e agora buscava qualquer meio dentro de sua prisão para que pudesse relembrar tais momentos de alegria.

Enquanto andava, chutando algumas pedrinhas pelo chão e ignorando olhares curiosos que lhe lançavam, a menina avistou o que parecia ser uma parede que, ao contrário do esperado, atraía a atenção de certos campistas. Cortou caminho através de pequenas rotas a seu redor, já curiosa para saber mais sobre tal local, andando rapidamente em direção à nova atração que acabou a cativando. A parede, que mais a relembrava de uma montanha, agora estava bem próxima. Seria uma "montanha" normal, não fosse a lava que escorria por dentre as rochas de apoio, as pequenas explosões que faziam seu coração acelerar graças ao susto, e os pedregulhos que caíam nas mãos e cabeças de campistas corajosos que se desafiavam a subir até o topo.

A filha de Hermes sorriu, recordando momentos de quando ainda era relativamente nova e já escalava pequenos morros, mesmo que com a ajuda de equipamentos. Sentiu a mesma adrenalina correr por meio de um arrepio em seu corpo, agora determinada a chegar, pelo menos, até a metade da parede de escalada. Os campistas pareciam retomar o rumo de suas vidas conforme o tempo passava, visto que muitos daqueles que tentavam desafiar o objeto de treino não conseguiam entretê-los ou desistiam no meio do caminho. A garota resolveu aquecer seus músculos em um canto afastado, já que a tarefa não aparentava ser assim tão fácil.

☓ ☓ ☓

A menina finalmente se aproximou de seu alvo, olhando contra o sol para seu ponto de destino, seu mais novo ideal para uma superação própria. Por um instante, Becky ponderou por onde deveria começar, ou por qual lado seria mais seguro se aproximar sem ser logo queimada. Conforme seus cálculos, os primeiros metros seriam tranquilos para ela, que já possuía experiência, mesmo esta sendo extremamente escassa.

Decidida, com um pequeno salto alcançou aproximadamente trinta centímetros acima do chão, sendo rápida o suficiente para agarrar pedras fixas com ambas as mãos, na altura de seu tronco, e apoiar a sola dos pés em outras mais abaixo. Suspirou, já que considerava o início da escalada em uma parede como esta bastante complicada. Não conseguiu subir mais do que trinta centímetros antes de ser atingida por uma pedra de porte médio em seu braço, causando um arranhão.
Pedra maldita! Ela praguejou em voz alta, tentando agilizar seus movimentos antes que fosse atingida novamente.

Enquanto praguejava mentalmente, passou a subir com mais rapidez, tentando ao máximo desviar das pedras que caíam sobre sua cabeça. Para sua infelicidade e azar, que pareciam fazer parte de seu cotidiano desde que entrou no Acampamento, a rocha em que seu pé esquerdo estava apoiado cedeu enquanto fazia força para subir. A gravidade passou a exercer seu trabalho sobre o corpo da garota, entretanto, antes que pudesse cair no chão, esta agarrou-se instintivamente na rocha mais próxima. Parou de cair com um solavanco, sentindo seu corpo balançar de um lado a outro, semelhante a um pêndulo. Sentindo os dedos escorregarem, Becky fechou os olhos, esperando a dor do impacto que veio alguns segundos depois.

Apoiou-se no cotovelo um tanto machucado, olhando o resto do corpo em busca de estragos visíveis. Nada chocante, além de suas roupas agora chamuscadas. Alguns aproximaram-se, ofereceram suas ajudas para que ela levantasse. Recusando as mãos que lhe ofereceram, ergueu-se e bateu no que restou de suas vestes para retirar a fuligem. Ouviu alguns sussurros sobre ela, já que, por ser uma novata, nunca a viram pelas "redondezas". Ignorando-os, a menina se afastou vagarosamente, esperando que a enfermaria possuísse bandagens e compressas de gaze para seus machucados e arranhões espalhados pelo corpo. Becky chegou a cogitar a ideia de voltar dali a alguns dias para outra dose de adrenalina. O exercício a lembrou de suas terras, e logo sentiu o corpo pesar novamente. Nunca antes quis tanto estar em casa como agora.


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Perséfone em Seg Maio 05, 2014 3:35 pm


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Barbara Wolff Hertzberg em Qua Maio 14, 2014 8:31 pm


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Os raios solares adentravam as janelas do chalé me fazendo despertar de um sonho ruim. Minhas pálpebras desfaleceram freneticamente intuindo-me despertar da inconsciência , o suor escorria em minha testa e ainda arquejava por conta do sonho perturbador. Desde muito pequena tinha certos sonhos aterrorizantes, certas vezes passei a achar que poderia estar louca porém optei em acreditar que eram apenas pesadelos. Após minha mudança ao acampamento aqueles pesadelos haviam ficado mais frequentes, ainda era difícil adormecer por ali e quando o fazia preferia não ter conseguido. Esgueirei-me para fora da cama e aproveitando da pouca lucidez que tinha disparei ao banheiro. Aproveitaria a vantagem que tinha aquela manhã. Ninguém havia acordado ainda e isto era ótimo, o chalé dez costuma ser um caos no horário em que todos acordam e precisam realizar sua higiene matinal.

Revigorada. Era assim que me sentia após banhar-me por longos minutos, teria ficado muito mais se não fosse os gritos e os murros contra a porta do toalete. — Meus meio-irmãos acordaram do sono de beleza. Oba! — Não pude deixar de rir com a ironia claramente presente no meu tom de voz. Mas um dia havia se iniciado no chalé X e por incrível que pareça eu já estava me familiarizando com tudo aquilo.

Desde que chegara estava no acampamento estava disposta a me entreter ao máximo, participar de tudo que aquele "novo lar" podia me oferecer e entre tais atividades havia algumas que eu desejava executar, canoagem por exemplo. Pela primeira vez desde que chegara ali eu havia saído do chalé de Afrodite com um bom humor e disposição a qualquer coisa. Estava vestindo uma calça legging preta justa, a familiar camisa laranja do acampamento meio-sangue e um par de botas. Trancei o cabelo numa longa trança e usei um par de luvas para esportes. Segui caminhando pelas trilhas e analisando a todo meu trajeto que percorria, certos locais eram novidade para mim e entre eles um chamou minha atenção. A parede de escalada de imediato me pareceu interessante, esta parecia ter três metros ou mais, era difícil definir por conta de onde eu estava. — Barbie? Ei, Barbara. Olha só você, uma legítima filha de Afrodite agora. — Girei os calcanhares rapidamente ao ouvir o timbre vocal familiar de Noah, meu melhor amigo sátiro. — Ah, nossa. Noah é bem estranho te ver com pernas de bode.  — De inicio lancei uma das minhas familiares piadinhas mas em seguida não me contive em abraçar o garoto, devia muito a ele por ter me salvo de um mostro na antiga escola. — Por que estava aqui parada, encarando a parede de escalada?  — O sátiro bateu de leve em meu ombro e caminhou comigo na direção que dava acesso a parede de escalada. — Bom, queria saber como funciona essa parede de escalada. Ela parece um bom desafio. — Mantive o olhar na parede que parecia aumentar na medida que avançávamos esta enquanto Noah me explicava o básico daquela atividade.

Anunciei a um dos instrutores que iria tentar escalar e pude notar uma pequena plateia se formar para assistir a meu desempenho. Controlei ao nervosismo com maestria e respirei fundo preparando-me para aquele desafio. Eu optei por ignorar o quão grande era a parede, estava mais focada em não cair e se tudo ocorresse bem eu não sairia tão ferida daquilo. Após receber aos equipamentos de segurança caminhei até perto da parede na parte mais baixa. Alonguei ao corpo por alguns minutos e logo em seguida comecei a subir cuidadosamente segurando firme em cada pedra, usando as mais perto como apoio e analisando uma forma de não escorregar, as luvas naquela altura vieram a calhar, minhas mãos suavam e aquilo certamente me atrapalharia. Não olhava a momento algum para baixo, seguia firme encarando o topo que parecia tão distante que chegava a me frustrar. Já estava na metade da parede, provavelmente a uma perigosa distância do chão, uma queda dali e eu estava destinada a longos dias na enfermaria. Se bem que alguns curandeiros eram gatinhos e valiam a pena um esforço para se machucar propositalmente, entretanto, eu não estava afim de me quebrar e cometer aquela gafe em público.

Mais algumas rochas adiante e um barulho estrondoso me chamou a atenção. Olhei pra cima e se não fosse a firmeza que estava a segurar aquelas rochas teria caído com o susto. Uma pedra vulcânica despencava do topo da parede na minha direção e se aproximava numa velocidade incomum. "Preciso de uma saída ou serei esmagada como uma formiga." Rolei os olhos pelas proximidades de onde estava e achei a uma saída, meio arriscada mas uma saída. Lancei meu braço a uma rocha e agindo com total desespero apoiei meu corpo por poucos segundos com apenas um braço, desviando da pedra fumegante. Por um momento só ouvia aos meus batimentos acelerados, mas os assobios e os risinhos logo me fizeram voltar a realidade. Descansei por alguns instantes após meu ato de loucura. Meus dedos doíam, meu braço tremia de exaustão porém obriguei-me a subir, já havia feito muito, não desistiria naquela altura. Sentia um queimação vinda na minha coxa e pela primeira vez depois de muito escalar olhei para baixo. Minha calça estava rasgada na altura da coxa e sangrava, nada tão sério aparentemente. — Droga, essa merda não acaba não? — Gritei para qualquer divindade que estivesse me assistindo aquele momento e obriguei-me a prosseguir avançando. Outro estrondo e eu estremeci. Relutante olhei para cima e vi outra pedra despencar, eu já estava perto da chegada e a rocha estava mais perto de mim. Respirei fundo com a pouca força que havia me restado acelerei o ritmo da escalada, subindo as rochas com mais habilidade e tentando desviar da rocha que lançava algumas pequenas pedras contra mim o que atingiu minha cabeça emaranhando-se com minhas madeixas loiras. Esquivei por pouco da segunda rocha e quando não via mais chances de escalar senti algo segurar meu braço. — Ah, meu deus, também tem monstros nessa merda? — Com os olhos entreabertos olhei para cima e vislumbrei a um dos instrutores que me sustentava enquanto ria da minha reclamação.

Desci ao trajeto lentamente. Não havia mais ameaças de rochas flamejantes ou qualquer outro truque daquela parede demoníaca. Na medida que me aproximava no chão ouvia o som de aplauso se tornar mais claro, só após chegar a uma distância considerável e segura ousei olhar par abaixo e vi Noah vibrando e acenando para mim com seu familiar sorriso torto. Deixei que um sorriso fraco se desenhasse em meus lábios e assim que cheguei ao chão senti um par de braços me sustentar. Eu estava exausta. — Sempre prestativo Noah. — Sussurrei rouca e abracei o ombro do sátiro que me guiava para fora dali. Mesmo com toda a dor e dano físico que aquilo havia me causado, eu estava satisfeita com meu resultado, viva me testando e superando minhas próprias expectativas, isto era bom, a sensação de vitória era deleitosa.


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Éolo em Qua Maio 14, 2014 9:00 pm

Anulado. Você não pode postar fora do Caça a Bandeira.
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Lola Wittels. Schratter em Qua Maio 14, 2014 11:53 pm



playing climbing the rock wall

Usar o tempo em que as Caçadoras ficavam no Acampamento Meio-Sangue para treinar outras coisas além de arco e flecha era um tanto quanto útil. Isso nos fazia ser garotas-Bombril, 1001 utilidades. Espada, hipismo, estratégia, corpo a corpo, escalada. Tudo isso eu estava aprendendo ali, embora na verdadeira ação eu aprenda muito mais. Eu arrumei meus cabelos num rabo de cavalo colorido, prendendo-o no meio da cabeça. Vesti uma calça legging preta e uma blusa prateada escrito “caçadoras arrasam”, aquela camisa era bem ridícula, mas fora presente de Quíron quando viemos para o acampamento pela quarta vez, depois do incidente da terceira. Escalada, era isso que eu tinha para hoje. Saí do chalé das caçadoras, indo em direção ao local onde a parede se encontrava. Naquele dia em questão, ás quatro horas da tarde, o campista que se encarrega de ser o instrutor da escalada ocupava-se em jogar um jogo de tabuleiro de estratégia com um campista de Atena, ao lado da parede. O garoto nem ao menos se preocupava com quem ia ou vinha, nem com oque acontecia. Só queria ganhar no estúpido jogo. Aproximei-me e dei uma olhadela para o topo da parede de escalada. Nunca havia chegado perto da mesma, nunca me sentia segura perante a perspectiva de enfrentar aquele troço, então não sabia que a parede era tão alta. Não tinha medo de altura, mas se eu caísse a queda seria muito feia. Não, não era hora de o sentimento de covardia aparecer, irei honrar meu posto e vencer a barreira. – Estou vendo alguém hesitar – cantarolou uma voz sombria, ela parecia estática, de qualquer forme, eu tinha certeza de que não era sólida. Já sabia quem era. O fantasma do meu passado. O fantasma que me assombrava por mais de 150 anos e não me deixava em paz. – Hunter – eu digo, seca, virando-me para o fantasma do único garoto que eu quase amei. Estava cansada dele me atormentando, eu o expulsava, mas dez minutos depois ele voltava. – Me deixe em paz, vá embora – digo, controlando a raiva e caminhando até um pequeno barraco, onde ficava guardado o equipamento de escalada. Não precisei olhar para trás para saber que ele me seguia, eu podia senti-lo. – Sim, vou embora como você foi. Me deixou, sozinho – aquelas palavras um dia haviam me machucado, um dia havia me deixado com culpa, mas hoje, depois de tanto tempo, eu só conseguia me sentir entediada com elas. – Vá embora, espirito – digo com tom autoritário. Ele desapareceu, graças a Melinoe.

Tendo passado a corda de suspensão em torno da cintura, dando um nó, confirmei se ela estava realmente firme. O equipamento de segurança obrigatório já estava pronto para meu uso, não optei pelos os opcionais, visando que de nenhuma importância aquilo era para semideuses. Coisas de mortais. Posicionei-me de frente a parede e usei o primeiro sulco para me impulsionar para cima, passando o pé esquerdo para a próxima abertura, assim por diante, até está cada vez mais um pouquinho longe do chão. Minhas mãos agarram com força e agilidade as aberturas, meus pés nenhuma vez oscilavam. Aquilo não era nenhum bicho de 7 cabeças. Quando ganhei uma razoável distância do chão, percebi que os suportes para os pés e mãos estavam se tornando mais escassos, oque tornava a escalada mais árdua. Várias vezes tive que olhar para baixo e tentar encontrar o suporte para meus pés; todas essas vezes eu me surpreendi por a altura não ter me incomodado. Nenhuma vertigem, nenhuma tontura, nada. Era realmente incrível. Teve uma hora que usei tanta força para me segurar no suporte das mãos, que a pedra se esfarelou, a poeira e pedrinhas escorregando por meus dedos e caindo de uma altura absurda. Eu fiquei erguida por apenas uma mãos, mas graças a Hades os dois pés estava devidamente no suporte. Logo achei outro sulco para usar como âncora, segurando o com menos força. Fiz impulso para cima e agarrei outra abertura. E mais um, e mais um. Ainda estava bem disposta a continuar, e para mim, aquilo estava sendo muito fácil.

Segura a mão direita, sobe o pé esquerdo, segura a mão esquerda, sobe o pé direito... Era assim que funcionava. Minutos depois um momento de descuido quase me fez despencar. Subindo quase que automaticamente, eu errei o local para colocar o pé por poucos centímetros, a surpresa fez meu outro pé escorregar do suporte, fazendo-me ficar pendurada apenas rezando para que meus braços não se responsabilizem pela queda. Com bastante esforço, consigo trazer meus pés de volta para o suporte. Meu coração batia bem acelerado, fazendo-me ficar ainda mais disposta com o desafio. Certas coisas não estavam nos planos, mas logo pedras começaram a rolar do topo, pedregulhos de vários tamanhos, nem um pouco preocupados se iriam ou não acertar um campista. Quando um enorme veio em minha direção eu tive que novamente me segurar somente pelos braços, pois não conseguiria sair da linha de passagem da pedra se eu ficasse analisando as possibilidades de escape. Mais alguns metros a frente e eu conseguia chegar o topo. Mas as pedras continuavam a aparecer, dificultando minha passagem. Ok. Nunca mais reclamo das pedras, porque apareceu as lavas. Sim, lava quente, fervendo, vermelho sangue, escorrendo do topo, num fila de um palmo. Eu me transferi para um local onde não seria atingida por aquilo, todavia não havia pensado direito: ainda havia pedras. Muitas, muitas pedras que atrapalharam todo o meu rumo.

Quando vi a lava chegando cada vez mais perto eu me desesperei, fui para um lado, o errado para variar, e acabei sendo atingida por uma pedra gigante. Ela fez força o suficiente contra meu corpo para que eu caísse da parede de escalada. A metros de altura. Meu corpo descia numa velocidade legal, o vento cortava-me, e minha voz não saia. O chão estava cada vez mais perto, até que ele parou a quase 30 centímetros do chão. Eu estava pendurada pelo equipamento de segurança. Até que não era tão ruim assim. Vendo que havia fracassado naquele dia, devolvo todo o equipamento e vou fazer outras atividades normais do acampamento.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Quione em Qui Maio 15, 2014 10:41 pm

Anulado. Você está no caça a bandeira, não pode fazer postagens fora.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Dianna C. R. Bartzen em Sab Maio 17, 2014 11:49 pm

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Carry on my wayward son,there'll be peace when you are done,lay your weary head to rest.Don't you cry no more. Once I rose above the noise and confusion,just to get a glimpse beyond this illusion, I was soaring ever higher. But I flew too high.


Naquela brisa das manhãs, Dianna lavava seu rosto na pia do banheiro. Olhava seu reflexo no espelho meio sujo, via apenas uma garotinha vazia e cheia de problemas. Uma garotinha que foi rejeitada pelo próprio pai e por todos em sua volta.Algumas mechas negras cobriam-lhe a suposta imagem de olhos belos, o tormento de seu passado ainda estava preso em seus olhos e em sua memória. A rotina cansativa e repetitiva de seu novo lar causara-lhe, diante às negações já esperadas, depressão e desgaste na descrença de um sentimento. Acordar, comer, treinar, descansar, comer e voltar para o chalé... Acordar, comer, treinar, descansar, comer e voltar para o chalé...e como dito, era isso o que se repetia, era essa, de praste a rotina tediosa. Seus passos lentos e cuidadosos até o refeitório eram repletos de lembranças atormentadas de seu passado. O refeitório estava cheio, como sempre, risadas, conversas altas e campistas bem animados faziam que o local parecesse uma creche. Sentada sozinha na mesa de seu chalé, a morena quase nem tocou na comida, ficou mais observando os semideuses, imaginando suas histórias e seus problemas, isso era uma mania da garota. O barulho alto começou a fazer a cabeça de Dianna doer, precisava sair do local para esfriar a cabeça. Passando entre todos, deu-se expressão ainda fixa e séria, fez cobrir o olhar pelo capuz do casaco num abaixar de cabeça leve, guiando-se apenas pelo saber do conhecer. Durante sua caminhada de volta para o chalé, seus pensamentos foram aos ares quando escutou campistas gritando, não eram gritos de horror, mas sim de vibração. A curiosidade foi mais alta do que a vontade de se trancar no chalé. A medida de que se aproximava a morena via uma grande parede de pedra se formar, alguns semideuses em volta dela e muitos outros nas arquibancadas comemorando. Dinna ficou parada ao altos da arquibancada, escutando o que Quírion dizia-Precisamos de mais uma criança para participar da Parede de escalada!-, muitos campistas esticaram a mão, e quando se deu por conta, a morena também estava com a mão erguida. -Dianna! Dianna, filha de Hecáte! Junte-se a nós!. A garota se levantou, cerrou os punhos e se dirigiu a frente da parede gigante e atormentadora, -Droga-, pensava. Tirou o casaco e o jogou no chão, prendeu os cabelos em um rabo mal feito, algum fios ainda caiam em seu rosto, atrapalhando sua visão. -Boa sorte, querida!-, dizia o centauro. Com uma corda de aço presa a cintura, Dianna começou a escalada -Mão direita, pé esquerdo. Mão esquerda, pé direito-. Estava tendo facilidade na sequência, até que a pedra onde apoiou o pé esquerdo simplesmente desapareceu, fazendo com que a garota perdesse o equilíbrio e se soltasse totalmente da parede. Se não fosse pela corda de aço, a morena teria se ferido gravemente com a queda. Pendurada no ar, a campista não queria desistir, assim impulsionou o corpo em direção a parede, apoiando o pé direito na mesma pedra de antes. -Vamos lá.-Retoumou a ritmo de antes, dessa vez mais determinada.
Quando um suposto Deus desaparece, o diabo toma o poder. Pergunto-lhes e me questiono o por que deste pensamento vir à tona na mente da nossa menina.  Era frustrante, como de praste, era óbvio a frustração vista nos olhos do ser pequeno, e como dito, acredito eu, nada importante aos olhos daqueles que julgamos Deuses. Incrível não? Temos ai a lógica, a necessidade de uma presença não existia, o desejo do poder nas mãos contrarias daquele que pudera chamar de pai, esse era o desejo realmente. Sem mais delongas, fizemos a primeira investida pouco antes deste momento, digo, aquela pra valer. A ideia era escalar 5 vias daquelas conhecidas como pedras de elefante, e naquele mesmo dia, faltaram ainda 2 para fechar a cota, pois alcançados foram apenas 3 cumes.  (Digo, topo daquele paredão).
Quieta, no porte morto de algo grudado naquela parede, a menina que pude citar como nossa, agora mostrava-se independente, no agarrar fixo das pedras, no puxar continuo de corpo para cima, no olhar determinado talvez, e bem, do jeito mortal, a ideia superior. Paredão Cear. 5° VI E3 180mts, aquele agora visto como desafio, começava na regletera indo de encontro a uma fenda divertida na 3° enfiada, e como dito, pedras de elefante, essa venda E3, era estilo corpo de elefante. Possivelmente, poderíamos esperar cerca de 80 metros a distância daqueles experientes em escaladas, digo, no tempo já percorrido por Dianna. 80 metros desejados pela garota que acompanho agora, pois a fenda do abandono era o caminho que agilizava a volta. E bem, fenda agora alcançada, o abandono, como dito o caminho mais fácil. Na sensação instável de um solo, mais e mais a menina agarrava com a força maior aquelas pedras, as vezes escorregadias e gostosas, mas também, fixas e atormentadoras. Pé direito, pé esquerdo, agarre como irá agarrar a alma daqueles que a abandonaram minha criança. Da forma distinta, eu se quer sei explicar donde podemos receber tais instruções, porém, essa presença fizera a força da pequena.
Cume, recolher de cordas, fotos, bora abandonar o chão. Isso a fazia sorrir, já era final de tarde, sabíamos e agora víamos a necessidade de descanso, tantos pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo, pé direito, isso enfraquece, não? Mas como dito, algo fazia a força daquela pequena Cameron. Na necessidade de um desempenho maior, a implicância fora feita, escalar à noite nas ultimas enfiadas da via. Dito e feito, frontais bem reguladas, e na expressão estranha. -Bora pra cima passar perrengue.- A luz corria pela frontal, nas regleteras e cristal no breo maior daquela noite, sendo a coisa mais óbvia, isso gerou desconforto até pra mim, que simplesmente acompanhei cada centímetro subido por Dianna, ainda naquele.-Pé esquerdo, pé direito.- Com o cansaço acumulado de todo o dia anterior, mais adrenalina tivemos na escalada, a cada agarrada, um novo sorriso, a cada centímetro, a presença de superioridade.
Uma pedrinha agarrada aqui, uma outra arrancada ali, o topo a 900 metros, 900 metros de pedras escaladas , 900 metros que antecederam o alivio agora sentido por Dianna, finalmente, chegamos ao topo. No topo daquela pedra, concluímos o milão deixando agora apenas um ultimo rapel. Acredito não ter de explicar o que isso seja, e o que foi pedido tratava-se de uma escada e não o rapel. Juntamos, eu e ela, as cordas, desarmamos sem pressa e tivemos às mãos 240mts de corda do rapel. Fizemos valer o esforço, e agora, pelas montanhas nossa menina consegue fugir, ou simplesmente, traze-lo para sua fenda. Despeço-me dessa menina, despeço-me, de você, e não se esqueça, evite o vicio roubador de almas.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Perséfone em Dom Maio 18, 2014 10:25 pm


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Lola Wittels. Schratter em Ter Jun 10, 2014 10:03 am



playing climbing the rock wall

Usar o tempo em que as Caçadoras ficavam no Acampamento Meio-Sangue para treinar outras coisas além de arco e flecha era um tanto quanto útil. Isso nos fazia ser garotas-Bombril, 1001 utilidades. Espada, hipismo, estratégia, corpo a corpo, escalada. Tudo isso eu estava aprendendo ali, embora na verdadeira ação eu aprenda muito mais. Eu arrumei meus cabelos num rabo de cavalo colorido, prendendo-o no meio da cabeça. Vesti uma calça legging preta e uma blusa prateada escrito “caçadoras arrasam”, aquela camisa era bem ridícula, mas fora presente de Quíron quando viemos para o acampamento pela quarta vez, depois do incidente da terceira. Escalada, era isso que eu tinha para hoje. Saí do chalé das caçadoras, indo em direção ao local onde a parede se encontrava. Naquele dia em questão, ás quatro horas da tarde, o campista que se encarrega de ser o instrutor da escalada ocupava-se em jogar um jogo de tabuleiro de estratégia com um campista de Atena, ao lado da parede. O garoto nem ao menos se preocupava com quem ia ou vinha, nem com oque acontecia. Só queria ganhar no estúpido jogo. Aproximei-me e dei uma olhadela para o topo da parede de escalada. Nunca havia chegado perto da mesma, nunca me sentia segura perante a perspectiva de enfrentar aquele troço, então não sabia que a parede era tão alta. Não tinha medo de altura, mas se eu caísse a queda seria muito feia. Não, não era hora de o sentimento de covardia aparecer, irei honrar meu posto e vencer a barreira. – Estou vendo alguém hesitar – cantarolou uma voz sombria, ela parecia estática, de qualquer forme, eu tinha certeza de que não era sólida. Já sabia quem era. O fantasma do meu passado. O fantasma que me assombrava por mais de 150 anos e não me deixava em paz. – Hunter – eu digo, seca, virando-me para o fantasma do único garoto que eu quase amei. Estava cansada dele me atormentando, eu o expulsava, mas dez minutos depois ele voltava. – Me deixe em paz, vá embora – digo, controlando a raiva e caminhando até um pequeno barraco, onde ficava guardado o equipamento de escalada. Não precisei olhar para trás para saber que ele me seguia, eu podia senti-lo. – Sim, vou embora como você foi. Me deixou, sozinho – aquelas palavras um dia haviam me machucado, um dia havia me deixado com culpa, mas hoje, depois de tanto tempo, eu só conseguia me sentir entediada com elas. – Vá embora, espirito – digo com tom autoritário. Ele desapareceu, graças a Melinoe.

Tendo passado a corda de suspensão em torno da cintura, dando um nó, confirmei se ela estava realmente firme. O equipamento de segurança obrigatório já estava pronto para meu uso, não optei pelos os opcionais, visando que de nenhuma importância aquilo era para semideuses. Coisas de mortais. Posicionei-me de frente a parede e usei o primeiro sulco para me impulsionar para cima, passando o pé esquerdo para a próxima abertura, assim por diante, até está cada vez mais um pouquinho longe do chão. Minhas mãos agarram com força e agilidade as aberturas, meus pés nenhuma vez oscilavam. Aquilo não era nenhum bicho de 7 cabeças. Quando ganhei uma razoável distância do chão, percebi que os suportes para os pés e mãos estavam se tornando mais escassos, oque tornava a escalada mais árdua. Várias vezes tive que olhar para baixo e tentar encontrar o suporte para meus pés; todas essas vezes eu me surpreendi por a altura não ter me incomodado. Nenhuma vertigem, nenhuma tontura, nada. Era realmente incrível. Teve uma hora que usei tanta força para me segurar no suporte das mãos, que a pedra se esfarelou, a poeira e pedrinhas escorregando por meus dedos e caindo de uma altura absurda. Eu fiquei erguida por apenas uma mãos, mas graças a Hades os dois pés estava devidamente no suporte. Logo achei outro sulco para usar como âncora, segurando o com menos força. Fiz impulso para cima e agarrei outra abertura. E mais um, e mais um. Ainda estava bem disposta a continuar, e para mim, aquilo estava sendo muito fácil.

Segura a mão direita, sobe o pé esquerdo, segura a mão esquerda, sobe o pé direito... Era assim que funcionava. Minutos depois um momento de descuido quase me fez despencar. Subindo quase que automaticamente, eu errei o local para colocar o pé por poucos centímetros, a surpresa fez meu outro pé escorregar do suporte, fazendo-me ficar pendurada apenas rezando para que meus braços não se responsabilizem pela queda. Com bastante esforço, consigo trazer meus pés de volta para o suporte. Meu coração batia bem acelerado, fazendo-me ficar ainda mais disposta com o desafio. Certas coisas não estavam nos planos, mas logo pedras começaram a rolar do topo, pedregulhos de vários tamanhos, nem um pouco preocupados se iriam ou não acertar um campista. Quando um enorme veio em minha direção eu tive que novamente me segurar somente pelos braços, pois não conseguiria sair da linha de passagem da pedra se eu ficasse analisando as possibilidades de escape. Mais alguns metros a frente e eu conseguia chegar o topo. Mas as pedras continuavam a aparecer, dificultando minha passagem. Ok. Nunca mais reclamo das pedras, porque apareceu as lavas. Sim, lava quente, fervendo, vermelho sangue, escorrendo do topo, num fila de um palmo. Eu me transferi para um local onde não seria atingida por aquilo, todavia não havia pensado direito: ainda havia pedras. Muitas, muitas pedras que atrapalharam todo o meu rumo.

Quando vi a lava chegando cada vez mais perto eu me desesperei, fui para um lado, o errado para variar, e acabei sendo atingida por uma pedra gigante. Ela fez força o suficiente contra meu corpo para que eu caísse da parede de escalada. A metros de altura. Meu corpo descia numa velocidade legal, o vento cortava-me, e minha voz não saia. O chão estava cada vez mais perto, até que ele parou a quase 30 centímetros do chão. Eu estava pendurada pelo equipamento de segurança. Até que não era tão ruim assim. Vendo que havia fracassado naquele dia, devolvo todo o equipamento e vou fazer outras atividades normais do acampamento.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Quione em Ter Jun 10, 2014 12:47 pm


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OBS: Confesso que estou surpresa. Nunca pensei em toda minha vida que um dia eu veria algo assim tão ótimo. Meus parabéns, Caçadora.
Atualizada.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Kael Eltz Dreschler em Qua Jun 11, 2014 5:47 pm


Não há regras
Ψ Não em uma parede de escalada Ψ


Não há regras quando você esta sozinho, não há regras quando o objetivo real é vencer, não há regras no mundo de Muriel, pois ele era um meio sangue, filho de Poseidon, tinha de aceitar o fardo e sobreviver para mostrar sua fé, ou morrer tentando. Mas Muriel é um garoto coberto de objetivos, ele vai não só mostrar que as pessoas estão erradas a seu respeito, como vai mostrar que seu poder não é devastador, um dia, um dia ele com certeza irá, mas começará pelo começo, vivendo um dia de cada vez, aproveitando cada segundo, aproveitando as experiências sejam elas, boas ou ruins, ele continuará tentando até consegui, sua persistência sempre será admirável temo em dizer, pois nenhuma pedra daquela parede de escalada o faria desistir, por mais que ele possa sofrer com isso.

Por mais inseguro que Muriel se sentisse em uma altura como aquela, por mais que Zeus pudesse matá-lo a qualquer momento, ele queria tentar uma atividade nova.

Antes de subir naquela maldita parede de escalada, ele claro, pediu ajuda ao instrutor para equipar todos os materiais de segurança, o garoto não queria ossos quebrados hoje. Depois de colocados os devidos materiais, o instrutor deu-lhe alguns avisos de como subir na parede, deixando um mistério — Olhe não vou lhe contar o que te espera para não perder a “graça”, vamos lá é só subir.  – O instrutor era um dos filhos de Ares, Muriel reconhecia o tom voz irônico, Muriel não tentou reclamar, desde que o filho de Ares segurasse a outra ponta da correia para que ele não se “explodisse” no chão.

O início da subida foi à parte mais fácil, entre aspas, pois ele tinha de aprender como se fazia, de pouco a pouco. Colocou o pé esquerdo no apoio mais próximo ao chão e se impulsionou para cima agarrando outro apoio com a mão direita, ficando pendurado totalmente desajeitado, usou sua mão esquerda para estabilizar sua postura segurando em outro encaixe acima de sua cabeça, depois levantou o pé direito até encaixá-lo em um apoio um pouco acima do outro apoio do outro pé. Depois de encaixar o pé direito olhou para cima a procura de mais um apoio para as mãos, a sua esquerda estava o mais próximo, preparou o impulso com os pés flexionando de leve os mesmos e soltando a mão esquerda do apoio e logo se impulsionou, agarrou rapidamente o apoio com a mão esquerda, percebeu então que não era tão difícil quanto pensava, era só alternar os lados, dando impulsos fortes ou fracos, ficava a critério de Muriel. O rapaz repetiu o sistema de trocas quatro vezes até chegar à metade da parede, feliz por quase estar completando seu objetivo não percebeu seu deslize. Quando ele encostou a mão em um dos apoios um botão interno foi acionado e foi assim tudo começou a se dificultar, acima dele pedras de diversos tamanhos começaram a cair, ele se desviava de algumas pequenas por centímetros, ou por sorte, não sabia, mas só as pequenas. Ele estava se saindo bem com aquelas pedras, até que uma pedra grande apareceu no topo da parede bem acima dele, só de olhar aquela estrutura esférica que provavelmente pesava uns oitenta quilos, ele se desesperou e começou a se preparar. Segurou com mais força o encaixe que sua mão direita pendia e rezou a Poseidon que o protegesse. A pedra começou seu trajeto. — Maldita gravidade!  – Muriel se paralisou por um segundo, mas lembrou de sua estratégia para sobreviver, soltou a mão esquerda e o pé esquerdo e impulsionou-se como se fosse se jogar da parede, mas com seu pé direito e mão direita ainda encaixados ele somente se virou, desenhando uma meia lua com seu lado esquerdo do corpo, Muriel ficou com o tronco virado para o horizonte, tentou deter-se, mas ele olhou para baixo, um erro, pois o medo tomou conta de seu corpo, aquelas ondas de arrepios e o coração batendo rápido, era uma horrível sensação. Muriel temeu a queda por um tempo, mas usou a força de seu braço direito para recuperar sua postura e vida, com esforço ele se ergueu até os antigos apoios.

As Parcas deviam estar rindo daquela situação esperando que ele despencasse ao encontro do chão, mas como citado antes, Muriel gostava de provar que todos estavam errados á seu respeito, provar o contrário.

Olhou para cima e começou analisar um trajeto para subir, rapidamente ele decorou os locais dos encaixes, era um jogo de memória, porém com um pouquinho mais de ação. Começou a subir rápido, desviando-se das pedras na mesma velocidade, era surpreendente o jeito com que ele se movia, era como se fosse feito para aquilo, como se Zeus não existisse, como se o céu não fosse o limite, como se aquelas pedras não estivessem ali, estava quase acreditando que aquilo era normal.

Faltavam somente alguns centímetros para que Muriel alcançasse o topo, quando alguma coisa começou escorrer do topo, era um liquido avermelhado e negro com fosse uma gosma, Muriel só percebeu o que era aquilo, quando o líquido tocou sua mão queimando-a de leve. — Arght!  – Muriel gritou de dor, sua mão se soltou como se seu corpo quisesse se afastar da alta temperatura, ele se desiquilibrou se soltando de todos os apoios, começando uma queda, o garoto fechou os olhos, deixando seu corpo cair, não queria sentir nada além daquele forte frio na barriga e os ventos correndo por seu corpo, aquela sensação de vazio o deixava nostálgico, mas tudo que é bom tem um fim. Seu corpo freou violentamente, seu corpo e o chão estavam separados por apenas trinta centímetros, Muriel sentiu um puxão em sua cintura vindo de cima na hora da freada, seu corpo se arqueou e seus olhos se arregalaram, olhou para sua cintura onde o equipamento de segurança o envolvia. — Ufa!  – Muriel bufou em felicidade e alivio a adrenalina e aquela emoção de estar entre pedras e lava, o fizeram esquecer-se do que estava fazendo, se esquecer de que mesmo se ele caísse estaria seguro.

O instrutor estava ao lado de Muriel o olhando com surpresa. — Aquilo foi incrível, porém não conseguistes completar o objetivo.  – O instrutor balançava a cabeça negativamente, segurou a corda que segurava Muriel com uma mão e com a outra soltou o gancho que juntava a corda à cintura de Muriel, o garoto despencou os últimos trinta centímetros, uma dor que não devia ser comparada com uma queda de cinco metros, que Muriel não gostaria de provar.

Muriel se levantou, limpou suas roupas da poeira, analisou sua queimadura na mão direita, nada que um tempo  na água não curasse, olhou para o instrutor com a sobrancelha arqueada e um sorriso forçado — Lava? Isso é sério? – O filho de Ares retrucou. — Novato! Volte para seu chalé e vá se limpar, tente outra vez algum dia, você tem potencial, mas não se gabe por isso!  – O filho de Ares se virou e começou a guardar o equipamento em uma bolsa de couro, Muriel agradeceu e foi andando para seu chalé, alongando seus braços e pernas que estavam dormentes por causa de tal esforço e analisando sua queimadura.

Obervações:

-Primeiro treino de Escalada.
-Li alguns posts de meus colegas, tentei me basear neles, mas mudando as histórias a meu critério.
-Eu não entendo muito de Escalada, mas pesquisarei mais afundo e aprenderei coisas como a nomenclatura das partes do equipamento.
-Espero que tenha feito corretamente.
-Obrigado por avaliar.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Nêmesis em Qua Jun 11, 2014 6:34 pm


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Eleanor C. Baratheon em Seg Jul 07, 2014 10:33 am

Minha primeira escalada
Batata-frita não era acalmante

Depois de descansar fui para um breve treino de escalada com minha meio – irmã Jane, que a muito tempo falava que escalar ali era uma tremenda aventura, parece que sim, mas entre aventura e sair viva... bom sair viva me parecia algo espetacular, mas não admiti que estava nervosa ou talvez com medo.
Toda vez que passava perto da parede de escaladas minha mente produzia filmes de bons a horrores. De primeira imaginei que eu estaria no topo, todos me aplaudiam e que tinha prêmios a pegar, mas logo a cena mudava e eu me via caindo a 3 metros de altura ou saindo de lá com queimaduras de 3º grau e vários campistas rindo de minha inexperiência.

— Calma Eleanor, vai ficar tudo bem, afinal filhos de Apolo tem uma, certa habilidade com escaladas. – Me disse como se aquilo fosse a decisão de um campeonato de futebol.

– O.K. estou bem, só que... não é todos os dias que você sobe em uma parede de escaladas de 5 metros que cai pedras e lava do topo, entende? – Falei torcendo para ela não me ver de uma forma covarde.

– Vai ficar tudo bem, sobe devagar, estou aqui para lhe ajudar.

— Palavras confortáveis da parte dela, mas minha mente era um cinema 24horas “Você vai cair na primeira tentativa” pensava “Olha só que coisa maravilhosa, campistas vendo você cair, ou, melhor você parecendo um torresmo assado na hora”. Eu realmente nunca havia me imaginado como um torresminho assado, mas isso não me acalmava, então era agora ou nunca... ou minha primeira e última escalada.

Jane me falou algo sobre ter atenção, não ficar nervosa e ser segura de mim mesma, me ajudou a colocar uns equipamentos de segurança - oque por meio segundo me deixou mais aliviada – então me disse “Boa sorte”, e minha mente reproduziu “Hoje você vai saber como um porco assado se sente”.  

—Cale-se! – gritei comigo mesmo.

– Oi? – falou Jane.

– Hããn... nada, desculpe – desviei meu olhar para a parede de escaladas.

Segurei-me no primeiro apoio mais próximo com a mão direita, e logo coloquei o meu pé esquerdo em outro apoio mais a baixo, por um momento senti as pedras queimarem em minhas mãos então fui subindo devagar mas com um certo de um desespero logo que vi a primeira pedra cair. Olhei para cima a procura de mais apoios o que me deixou um pouco tonta, então decorei uns próximos e fui subindo ainda nervosa. Quando cheguei a 2 metros de altura – oque era uma surpresa para mim – escorreguei o pé direito, que me deixou dependurada de uma forma esquisita que realmente eu teria rido se não fosse eu que estivesse ali, então logo reposicionei meu pé no apoio e subi mais alguns centímetros. Senti algo morno passando entre meus dedos da mão esquerda, e logo foi esquentando mais me fazendo gritar um “Aiiii...” seco e agudo, que era um conjunto horrível para uma garota, então vi que a lava já descia “ótimo” pensei. Fui subindo mais, apoio após apoio, lava, pedra e meu interior vazio.
Subir aquela parede era um desafio, mas digo que não era o pior deles, eu havia enfrentado monstros e tinha visto meu professor de História sem calças mostrando sua metade bode, havia descoberto que minha vida tinha sido uma mentira, que meu pai “biológico” não era meu pai e que tinha habilidades e poderes que eu nunca havia imaginado, havia enfrentado uma garota do Chalé de Ares –perdi a luta, mas sai viva – o que seria pior?

A uns 3 metros senti meu corpo formigar e pedir descanso, minhas pernas já estavam com cãibras e minha mente girava a 100km por hora, uma pedra bateu em minha cabeça e senti um estalar de dor, fui sugando mais energia do sol, mas sabia que aquilo não iria me ajudar por muito mais tempo. Parei de subir e senti a brisa, eu suava minha garganta estava seca, meu ombro doía e minha visão estava turva. Lava e mais lava, logo minha blusa estava chamuscada e imaginei que poderia pegar fogo, não aguentei mais e minhas mãos soltaram os apoios fazendo-as raspar na parede sem direção, meus pés foram virando a cada escorregão, e finalmente a uns 2 metros segurei-me em um apoio. “Segure firme” gritava Jane, mas eu estava dolorida então soltei os pés ficando dependurada e logo as mãos, senti o vento e a força do meu cabelo balançando e então vi que havia caído.
Senti a grama sob meu corpo, suava tanto que me senti um saco cheio de água.

— Você foi melhor do que eu imaginava – Falou-me Jane sorrindo – está bem?

– Si...sim – falei me levantando.

– Logo você vai chegar ao topo, eu lhe garanto.

– Espero que sim. – consegui falar.

Ela me ajudou a andar, eu olhava minha mão queimada, minha roupa chamuscada e saindo fumaça, mas lá no fundo eu estava feliz por ter conseguido subir mais do que o imaginado.


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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Ares em Seg Jul 07, 2014 5:07 pm

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Justificativa: Alguns erros bobos, mas nada demais. Foi um bom tempo, mas tenha atenção nos detalhes (como por exemplo você apenas subir dois metros de altura. Olhe para alguma porta de sua casa, elas provavelmente tem dois metros ou algo próximo a isso, então veja que foi pouco para o tanto que subiu).

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Samwell R. Hood em Sab Jul 12, 2014 8:36 pm

Após uma abastecida no refeitório, Sam voltou ao chalé dos indefinidos. Colocou luvas de couro e coturnos que geralmente o protegia do frio, pois pretendia subir a parede de escaladas do acampamento. Era um desafio ainda não enfrentado, mas que chamava bastante a atenção do garoto. Sem muita cerimônia, o campista andou em direção ao local de treinamento, animado. A parede era bem requisitada, pois era um treinamento que mais parecia uma brincadeira, tal como o Caça Bandeira. Uma fila relativamente grande já havia se formado, Sam não se importou de esperar. Enquanto isso, observava os que já subiam. Tentou gravar quais pedras eram soltas e quais não, usando sua memória fotográfica, mas notou que algumas pedras estavam soltas podiam se prender e as que estavam presas podiam se soltar, de forma que não dava para mapear.

Pouco antes de chegar a vez, Sam foi abordado por um dos instrutores, que perguntou, animado:

- É sua primeira escalada, garoto? Não lembro de ver você por aqui antes.
- É sim - Respondeu o garoto. O instrutor pareceu avalia-lo e continuou
- Bom, boa sorte. Já que é sua primeira vez, aí vão dicas que podem ser importantes. Tente sempre ver as outras pedras, e não só a que você quer alcançar. Caso alcance uma solta, saberá onde se agarrar, e isso pode pode salvar a sua vida. E tente não entrar em desespero, caso caia. Como você é novato aqui, terá três chances, aprenda rápido.
- Obrigado pelas dicas, irei coloca-las em prática. - O instrutor sorriu e foi falar com uma campista que vinha atrás dele, na fila.

O garoto mentalizou a instruções, pois eram bem plausíveis e sabia que fariam toda a diferença. Quando finalmente chegou a sua vez, ele colocou, com a ajuda de outro instrutor, os equipamentos de segurança e encarou a parede. Apoiou seu pé em uma pedra e ela escapuliu. "Ótimo começo", pensou. Tentou em outra, e dessa vez, encontrou uma firme. Subiu, usando-a como apoio e segurou em pedras mais acima. Apoiou-se nelas e encontrou outra pedra para apoiar as pernas. Parou e olhou as outras pedras. Subiu mais um lance, calmamente, tentando adivinhar quais estavam soltas e quais estavam firmes. E conseguiu.

Segurou-se e olhou para as outras pedras por um momento. De repente, uma das pedras que segurava saltou uma descarga elétrica, e surpreendido, Sam recuou o braço, em um reflexo, perdeu o equilíbrio e caiu. Os instrutores o abaixaram, e um deles disse:

- Observar as pedras antes de segurar é uma ótima tática, mas não perca muito tempo nisso, você pode ter que escalar depressa, em uma situação de emergência, morrerá se for devagar demais. Tente de novo.

Sam assentiu novamente e recomeçou sua escalada. Não tentou seguir a mesma trilha, pois sabia que não iria encontrar uma parede igual. Firmou o primeiro pé hesitante, mas encontrou uma pedra firme. Segurou em pedras mais acima e começou a subir, dando olhadelas rápidas nas pedras antes de segurar em uma. Encontrou uma solta, mas antes de perder o equilíbrio, se jogou para o lado e segurou outra, que para sua sorte, estava firme. Suspirou uma vez, tentando se acalmar, pois a quase queda tinha elevado demais sua adrenalina, mas não perdeu muito tempo. Continuou a caminhada, com movimentos ágeis, e alcançou o topo. O instrutor que veio tirar seus equipamentos o parabenizou, dizendo:

- Parabéns, é difícil um novato conseguir, mesmo que no nível mais fácil da parede. Da próxima, vamos aumentar o nível para você.
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Kael Eltz Dreschler em Dom Jul 13, 2014 12:48 am


É assim que se faz
Que tal prestarem atenção?



A Parede de Escalada. Aquele era um desafio difícil, já tinha tentado uma vez e estava pronto para uma “revanche”. Meu corpo ainda estava dolorido do ultimo treino contra duas Harpias, ainda sim queria tentar.

Vestia uma camiseta azul marinho com um tridente estampado, um calção de praia florido e um par de tênis de corrida, tão azuis quanto o mar do Hawaii.

Quando me aproximei da parede de escalada, percebi que não era o único que havia tido a ideia. Uma fila de campistas se estendia a frente da Parede de seis metros, porém nenhum destes se motivou a tentar, estavam tão ociosos quanto um gato dorminhoco.

Pareci meio arrogante ao furar a fila, mas ninguém me deteve ou protestou contra isto, talvez por medo de levar uma rajada de água na cara. Talvez.
Logo que o organizador da atividade me viu – um dos campistas veteranos. – Ele sorriu, pegando os equipamentos necessários para a escalada. Me ajudou a vesti-los, eram uma espécie de cadeirinha feita de cordas e nós de escoteiro, um capacete, e uma corda central que se estendia até o topo da parede, passando por uma geringonça de metal, e voltando para as mãos do organizador.  Quase que hesitei em subir, temia que aquela geringonça se partisse, ou que o organizador não aguentasse meu peso. Mas arrisquei.

Coloquei a mão direita em um dos apoios, me impulsionando para cima e prendendo meu pé esquerdo em outro apoio mais abaixo, depois olhei para cima, vários outros apoios estavam distribuídos na superfície da parede e lá em cima a larva borbulhava e as pedras esperando o momento para cair. Continuei medindo esforços, e escolhendo os apoios, sempre alternando.  Mão direita, pé esquerdo, mão esquerda, pé direito. Era um sequencia fácil, porém até os apoios ficarem mais escassos, e as pedras começarem a cair.

No começo as pedras que caiam eram pequenas, algumas me acertaram, porém não me fizeram nem oscilar em cair. Continuei o trajeto, até que as pedras maiores começaram a despencar, temia por esta parte desde o começo, pois já conhecia este sistema.

Soltei minha mão esquerda, para desviar de uma das pedras grandes, consegui desviar da mesma, mas como consequência, fiquei pendurado somente por meu braço esquerdo.
Quando a enorme pedra atingiu o chão abaixo de mim, os campistas que ali estavam, soltaram um som em uníssono como “Uouuu!”, e o organizador recuou para trás, me puxando para cima “sem querer”, dando-me uma ajudinha, pois o ato facilitou minha volta para os antigos apoios. Depois que recompus, o desvio das pedras foi mais fácil, até que todas já haviam caído e se amontoado no chão abaixo de mim. Mas isso não significa que tinha acabado.
Continuei meu avanço para cima, fui tão rápido que avancei três metros parecendo um macaco, ou um alpinista profissional. Mas meu ânimo foi para o Hades, quando percebi o que se aproximava, a lava borbulhante começou a escorrer na parede. – Pelas barbas de Zeus, agora estou encrencado. – A lava escorria pelo meu lado esquerdo, consegui me deslocar para o direito, e logo comecei a subir. Estava quase no topo, quando vacilei em um dos apoios, um dos apoios falsos. Ao entregar o peso de meu corpo no apoio, o mesmo se desprendeu e soltou-se, meu corpo desequilibrou e tombando para trás, tombando para o nada.  Despenquei os cinco metros a baixo, sentindo o vendo tocar minhas costas e torcendo para que o organizador aguentasse meu peso e por sorte aguentou.

Parei de cair a trinta centímetros do chão, soltei um suspiro, por finalmente a sensação de queda sair de meu corpo e meu coração parar de disparar. Arrumei minha posição, ficando ereto. Não aguentei a sensação de alivio de sentir o chão sob meus pés, e o agradecimento pela ajuda ao organizador. – Obrigado. – O organizador assentiu com a cabeça e começou a retirar os equipamentos de meu corpo. Depois que me recompus, tirando a poeira que se destacava em minha camiseta azul marinho, e alongando meu membros que se contraiam devido ao esforço feito na escalada. Virei-me para os campistas ociosos, e disse. – Quem é o próximo? – Todos levantaram as mãos gritando “Eu!”.  Escutei a risadinha do organizador em minhas costas. Ele que devia me agradecer.

Atravessei a multidão de campistas ansiosos, e fui em direção á meu chalé, com um sorriso de realizado estampado no rosto.


Paranauê!

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Ares em Seg Jul 14, 2014 8:36 pm

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Perdas: 15 de energia.
Justificativa: Formate o texto para "justificado"; Aparentemente um novato bem promissor, continue com a narrativa assim e descreva mais. Alguns erros bobos, nada gritante. Apesar do bom desenvolvimento ainda é impossível um novato chegar ao topo e você não narrou os desafios mais promissores da parede (lava caindo, pedras, etc...) Mas como é novato deixei passar.

Att por Lady Afrodite!


KAEL ELTZ DRESCHLER:
Gramática: 25    |   Coesão: 25   |     Desenvolvimento do treino: 40
Total de xp: 90
Perdas: 15 de energia.
Justificativa: Treino muito bom, sim... Mas não fique se achando com seus 6 levels aí. Fora isso, foi um treino bastante bom, sem erros, fez sentido, tudo nos conformes.

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Ellen H. Dellatorre em Qui Jul 17, 2014 8:39 pm




"What's the point in playing. A game you're gonna lose?"

Escalando... Ou tentando!


Veja, eu não sou muito boa em muitas coisas. Não mesmo. Porém, ouvi dizer que os filhos de Apolo eram ótimos com arco e flecha. É lógico que, em minha mente completamente confusa, isso me assustou e eu não quis praticar aquilo. Porém, eu tinha que me esforçar em ser uma boa campista. E então, achei a solução: escalada. Não tinha medo de altura, lógico, o que tornava tudo mais fácil. Porém, também não tinha exatamente muita força nos membros superiores. Então, ia ser um bom desafio. Se me saísse bem, pretendia dar uma chance ao arco e flecha. Vesti uma regata laranja e um short curto jeans. Coloquei meus tênis e então saí do chalé de Hermes. Nota mental: mudar-me para o chalé de Apolo. E logo.
Andei pelo Acampamento, meio distraída, perguntando aos campistas mais velhos por indicações e lhes lançando sorrisos quando me apontavam a direção. Por fim, consegui chegar ao local. Bem, sabe quando eu disse que não tinha medo de altura? Eu talvez tenha. Não sei. A verdade é que eu nunca experimentei alturas. E isso é tão alto... Tudo bem, eu deveria esperar, porém era só um acampamento! Por que tinha que ter paredes tão altas para escalar?
 - Posso ajudar? - perguntou alguém.
 - Eu quero descer! - gritei.
Eu me encolhi e então parei. Percebi que havia devaneado e que, na verdade, estava ainda no chão. O instrutor me olhava, confuso. Dei uma risada nervosa, imaginando quão tola eu devia parecer aos seus olhos.
 - Perdão... Eu me assustei. - falei.
 - Tudo bem. - ele sorriu.
Pelo menos minha loucura divertia o estranho.
 - Você quer que nível? - perguntou ele.
 - Nível? - perguntei de volta.
 - Iniciante, pelo que parece. - ele riu.
Eu boiei por um momento. Ele então começou a colocar os equipamentos em mim e me explicar como funcionavam. Em tese, era bem simples, e eu não corria risco de cair. Em tese, claro. Porém, quando fiquei de frente para a parede de escalada, não me senti nada segura. Engoli em seco e pus o pé direito numa rocha que parecia firme. Testei-a, hesitante. O instrutor riu. Eu reuni coragem e subi nela, me agarrando em pedras quaisquer ao alcance de minhas mãos. Que burrice a minha. Por sorte, não soltaram, mas anotei mentalmente testar todas as pedras antes de subir nelas, ou me apoiar. Levantei o pé esquerdo e testei outra pedra perto de mim. Era mais lisa, então encontrei alguma dificuldade em me firmar. Uma vez firme, olhei para cima. "Agora eu subo" pensei, mas não me movi. Quanta dor será que eu sentiria se caísse do alto?
 - Empacou? - perguntou o instrutor, enquanto ria.
De repente, fiquei com raiva. Quem ele pensa que é, para rir de mim? Que... Idiota! Então, tomei impulso com as mãos e me icei para cima, testando uma rocha mais alta para apoiar a mão direita. Assim que consegui, subi a perna direita o máximo que pude e testei outra pedra. Peguei então o ritmo, olhando sempre para a minha frente, motivada pelo riso do meu instrutor, que ainda ecoava na minha mente. Sentia-me incrível! Eu estava conseguindo! Porém, uma pedra que eu testei se mostrou lisa demais e meu pé esquerdo deslizou. Surpresa, fui forçada a olhar para baixo.
Paralisei. Eu não havia me dado conta do quanto eu havia subido. De repente, estava tensa. Talvez eu realmente tivesse medo de altura, afinal. Então, me virei, hesitante, para a minha frente, e testei outra rocha para o meu pé esquerdo. Consegui me firmar novamente. Dessa vez, o instrutor gritou algo que eu não consegui ouvir direito. Meus ouvidos zuniam. Eu olhei, assustada, para a rocha que eu testava com a mão esquerda. Então, percebi: nesse ponto, as rochas eram mais lisas. Mas que coisa! Não basta a altura ficando maior, ainda deixam as pedras mais lisas? Que tipo de Acampamento demoníaco é esse? Eu então engoli em seco e me firmei na pedra com a minha mão esquerda.
Soltei, então, a mão direita e me preparei para testar uma pedra. Foi quando tudo deu errado: minhas mãos estavam suadas. As pedras eram lisas. Faça as contas: pedras lisas + mãos suadas = foi um prazer lhe conhecer, Ellen. Um momento de deslize foi o suficiente para que eu caísse. Gritei, desesperada, olhando o chão cada vez mais próximo. Eu ia morrer assim? Sério? Eu nem ao menos consegui comprar um violão! E então, boing. Eu parei, atordoada. Eu tinha pulado, era isso mesmo?
 - Você está bem? - perguntou o instrutor.
 - Ah, o equipamento! - me recordei.
Eles tinham uma corda que lhe segurava caso você caísse, que estava amarrada no instrutor. Claro! Eu nunca corri perigo real de morte! Fui lançada novamente de encontro à parede, porém consegui me aparar com as pernas em algumas pedras não tão lisas. Meus joelhos doeram e dobraram, mas eu estava viva e bem.
 - Fiquei com medo que voltasse e batesse a cabeça na parede. - murmurou ele.
E lá se foi minha coragem. Soltei-me, ficando totalmente apoiada na corda, que agarrei com as mãos.
 - AAH, que medo! - confessei, enquanto ele me descia.
Fiquei de pé e esperei que ele tirasse todo o equipamento de mim. O agradeci pela ajuda, pedi desculpas pelo incômodo e então me afastei o mais rápido possível da parede de escalada.
 - É isso... Escalar, não tão cedo. - decidi, ainda me lembrando do chão chegando perto enquanto eu caía.
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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Tânatos em Sab Jul 19, 2014 10:40 pm

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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Yukii Amane Agard em Qua Jul 23, 2014 12:18 pm





Ouvrir les Yeux

Depois de mais uma manhã com treinos de espada, eu poderia tentar algo novo, o Acampamento era demasiadamente e amplo e com toda certeza haveria muitas coisas para se fazer por lá, entediado só fica quem quer, isso é fato.

Caminhei calmamente até a parede de escalada. Haviam pouquíssimas pessoas ali e realmente aquela imensa parede parecia algo de treinamento militar. O sol brilhava forte, sem vento e o clima estava mediano, nada de calor, para minha felicidade e nada de frio, sem mais delongas fui decididamente até o local onde os equipamentos obrigatórios ficavam, um campista que provavelmente seria o instrutor dali ofereceu-se para me ajudar, recusei, queria tentar fazê-lo sozinha. Equipei-me cuidadosamente e coloquei ambas as mãos em frestas que ficavam um pouco acima da minha cabeça, impulsionando-me para cima apoiei os pés nas primeiras frestas e pus-me a subir, sem olhar para baixo ia subindo com certa facilidade, as frestas estavam próximas umas das outras e não havia nada me atrapalhando, ainda.

Respirei fundo ao notar que estava a quase dois metros do chão, não era tão alto, porém era alto o suficiente para causar-me danos. Ainda estava baixo demais para isso, mas pedras um tanto pequenas ainda começaram a cair, desviei-me para direita vendo uma delas passarem, subi mais um pouco concentradamente, quando pedras maiores começaram a cair, parei assustada e fiquei me desviando para os lados, sem subir, na mesma altura, como em uma brincadeira de gato e rato. Estiquei-me um pouco mais para alcançar a fresta de cima, minha pouca estatura não ajudou muito, mas consegui subir um pouco antes que mais pedras caíssem.  As pedras estavam tornando-se cada vez maiores e mais afiadas em sua arestas, vi uma passar raspando pelo meu ombro, suspirei aliviada e fechei os olhos em concentração, tola. Fechar os olhos?  Não poderia ter feito isso em hipótese alguma, talvez tivesse pensado que estava em uma aula de ioga ou algo assim. Mais pedras caíram, acordei para vida tarde de mais quando uma pedra mediada passou por cima da minha mão esquerda, grunhi com dor e vi um pouco de sangue brilhante escorrer em uma tirinha escarlate pela minha mão. Já havia chegado até ali, não poderia desistir, subi mais uma fresta com certa dificuldade, olhei para cima e vi que lava começava a cair. Teria que ceder, minha mão ardia como se formiguinhas labutassem dentro de minhas veias, antes que a lava me atingisse soltei mãos e pés da parede indo em direção ao chão, parando alguns centímetros antes de esborrachar-me no mesmo.

Se como dizem, a vida fosse uma escalada, eu teria falhado.



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Re: Parede de Escalada

Mensagem por Tânatos em Qua Jul 23, 2014 12:39 pm

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Re: Parede de Escalada

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